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Ana Wanke

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Os Celtas, a Galícia e o Caminho de Santiago

Os Celtas, a Galícia e o Caminho de Santiago

27 março 2022 29 de março de 2022 Ana WankeHistóriaara solis, cebreiro, celtas, finnisterra, monte facho, monte pindo, peregrinação, santiago, santiago de compostela

Há indícios de que os celtas, de fato, habitaram a Galícia durante a idade de bronze, em meados do ano 2000 a.C..

Na Galicia os celtas viviam em povoados fortificados, os Castros, e suas ruínas podem ser encontradas até os dias de hoje, como o Castro de Baroña.

Estes povos se intitulavam de “galaicos”, e com a chegada dos romanos a região foi batizada de Gallaecia – que, posteriormente, se tornaria o Reino Suevo de Galícia, Reino de Galícia e, só então, Galícia.

Acredita-se que os castros tenham pertencido aos celtas graças a símbolos, como espirais e trisqueis, gravados em pedras que datam a mesma época e adornavam tanto as vivendas, quanto os túmulos locais.

Musica Galega

A música galega é a característica que mais se aproxima da cultura celta, seja pela utilização das gaitas de fole, seja pelos ritmos tocados na Galícia e em outros países de origem celta, que em muito se parecem. Se você não sabe se conhece, recomendo ouvir grupos como Luar na Lubre e Carlos Nuñez.

Cebreiro

Na entrada da Galicia pelo Caminho Francês, deparamo-nos com um belo exemplar de uma vila pré-românica e possivelmente Celta. Não é incomum uma forte neblina cair no lugar aumentando esse ar de passado.

Já ao entrar no vilarejo já se pode sentir a atmosfera misteriosa, com suas palhoças, casa e ruas de pedra, lojinhas vendendo amuletos celtas e ouvir o som da gaita de fole. Vale a pena passar uma noite por lá e curtir essa atmosfera única no Caminho de Santiago!

Você deve estar se perguntando, mas o que são palhoças? São casas cuja planta é circular ou oval, de dez a vinte metros de diâmetro, estruturadas para suportar neve. As paredes de pedra são baixas, com uma única porta e sem janelas. No seu interior homens e animais conviviam, sendo uma parte da palhoça dedicada à vivenda e outra para o curral dos animais. O teto é cônico, feito de palha de centeio sustentado por traves de madeira.

No Cebreiro há uma palhoça “museu” com todos os utensílios e móveis para ser visitada, mas atente-se aos horários fixados  para o verão e inverno.
Abre: 
Inverno
(16 de setembro a 14 de junho):
De terças a sábados: de 11 a 18 h
Verão (15 de junho a 15 de setembro):
De Terças a sábados: de 8:30 a 14:30 h
Fecha: Segunda, domingo e feriados

Finnisterra

Desde o princípio dos tempos (e até hoje), Finisterra evocava um mistério indecifrável na alma dos homens e ascendia a imaginação, provocando a mitologia dos primeiros povoadores da Europa.

Ali no cabo de Finnisterra localiza-se o Monte Facho, cortado por pequenas trilhas e tem quase 240 metros de altura, cuja face oriental desce suavemente até a cidade e seu lado ocidental mergulha dramaticamente no Oceano Atlântico – local perfeito para apreciar o por do sol!

Quando os romanos chegaram a este lugar, presenciaram pela primeira vez o espetáculo grandioso do sol que se afuna nas águas. Diversas fontes encontram um paralelismo direto entre a imagem do sol a afundar-se no mar e a óstial e o cálice que formam o escudo da Galicia.

Foi neste mesmo local que os conquistadores romanos avistaram pela primeira vez o simples templo de pedra construído pelos gallaeci para cultuar o sol, o Ara Solis, que consistia de quatro colunas de granito e uma fina cúpula, como descrito pelo historiador galego Benito Vicetto.

Os antigos Celtas que habitavam o local na época pré-romana acreditavam que o mundo terrenal dava lugar, com a chegada da morte, a outra existência numa ilha situada a oeste, onde o sol se punha. É frequente encontrar nas lendas celtas imagens de heróis que fazem a sua última viagem até este paraíso numa barca de pedra.

Pera aí:  numa barca de pedra?

Acho que eu conheço uma história que se apodeirou desse barco, na verdade duas  e ambas ligadas a Santiago: A Virgem da Barca e a chegada do corpo de Santiago à Penínsola Ibérica!!!!

Infelizmente, não resta mais nada hoje do Ara Solis, que se supõe ter sido um lugar de adoração pagã ao sol. Dizem que o próprio Santiago teria demolido o Ara Solis, mas esta história, infelizmente, é impossível fundamentar.

Ritual da Queima da Roupa

Quando os peregrinos chegavam a Santiago, após a sua longa peregrinação, o primeiro ato que realizavam era cumprimentar e render honras ao Apóstolo no altar maior através do ritual do abraço, dando graças por ter conseguido chegar. Na sequência dirigiam-se ao telhado da Catedral, protegido por umas balaustradas, até a Cruz dos Farrapos, onde realizavam o ritual da queima e substituição da roupa, e deste modo davam por concluída a peregrinação (ou quase porque tinham que voltar para casa).

Esse ritual, da queima da roupa que chegava em farrapos, aos poucos foi sendo esquecido e foi recriado em Finisterra. Infelizmente esse ritual constitui hoje um verdadeiro problema municipal com risco de incêndio, acumulação de detritos e danos à natureza por não existir nenhum tipo de infraestrutura preparada para este fim no uso desordenado desta deslocada tradição peregrina, que na verdade não tem conexão nenhuma com rituais Celtas.

Monte Pindo

Quando cheguei a Finnisterra a primeira vez, essa montanha parecia me chamar! Com 627 metros de altura, este maciço de granito pode ser visto de vários lugares dessa parte da Costa da Morte.

Também chamado de “Monte Sagrado” ou “Olimpo Celta”, o Monte Pindo é uma maravilha da natureza, que eu tive o prazer de subir sem saber a sua forte ligação com o povo Celta.

Foi uma experiência marcante caminhar entre aquelas pedras com várias formas que pareciam falar comigo. Senti muita energia e depois descobri em uma aula na Universidade de Santiago de Compostela, em um dos cursos que fiz lá sobre o Caminho de Santiago, que se tratava da Morada dos Deuses Celtas! Arrepiei e fui atrás de mais informações.

Diz uma das lenda que os arranjos das pedras dessa montanha, verticalmente e com formas que lembram as pessoas, são na verdade os espíritos dos druidas e dos heróis celtas que, para permanecerem por toda a eternidade neste monte mágico, assumiram a forma de pedra. O credo popular diz que pode-se fazer perguntas às essa pedras, que a resposta aparecerá em sua mente. Eu acredito! Não sabia dessa lenda e conversei com várias delas… e não uso drogas!

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Ana Wanke
Ana Wanke
Ana Wanke é curitibana, engenheira e trabalhou por 20 anos no setor elétrico com projeto de Usinas Hidrelétricas. Em 2012 resolveu realizar um projeto que já vinha elaborando há muito tempo: dar oportunidade a mais pessoas de conectar-se com a natureza, de maneira mais intensa e em roteiros personalizados. Especializou-se no Caminho de Santiago: percorreu pessoalmente El Camino uma dezena de vezes, tem vários cursos da Universidade de Compostela sobre o caminho e a cultura Galega, e já prestou inúmeras consultorias para clientes que peregrinaram por este trajeto transformador. Trocou a carreira de engenheira pela carreira de guia e fundou a empresa Ana Wanke Turismo e Aventura.
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8 thoughts on “Os Celtas, a Galícia e o Caminho de Santiago”

  1. Wanda disse:
    29 de março de 2022 às 13:39

    Fiquei encantada com a história dos Celtas. Vou pesquisar mais sobre eles.

    Responder
    1. Ana Wanke disse:
      29 de março de 2022 às 16:12

      Fico feliz Wanda! É realmente um povo fascinante!!

      Responder
  2. LIANNE CARVALHO disse:
    18 de dezembro de 2022 às 09:37

    Para uma wiccaniana como eu ,obviamente, o caminho de Santiago a partir da óptica pagã é muito mais interessante. Adorei sua abordagem . Um dia vou fazer esse percurso. É um desejo desde a adolescência.

    Responder
  3. Mario Jorge Negreiros Mendez disse:
    28 de outubro de 2023 às 00:24

    Meu avô veio da galicia (Orense-Espanha) para o Brasil início do século passado e por aqui casou com um espanhola e teve 6 filhos, 3 homens e 3 mulheres e sou filho neto e filho de um desses filhos. O meu avô se chamava Manoel Mendez Dorval. Esta enterrado aqui na cidade de Manaus Amazonas Brasil.

    Responder
  4. Pingback: PERSPECTIVAS MULTIDIMENCIONAS DA PEREGRINAÇÃO NA CONTEMPORÂNEIDADE - Psicóloga Online Marina Almeida
  5. Consuelo Recaman disse:
    9 de agosto de 2025 às 18:11

    Excelente artigo sobre os povos que, ao longo dos tempos, formaram a Galícia que conhecemos hoje. Rica em sua história, onde obressaem os costumes, as obras de ancestrais diversos que ainda podemos ver em partes da Galicia, em especial no alto das montanhas. Os celtas destacam-se entre os demais representantes de outras culturas, em outros tempos, muitos desconhecidos, mas cujos sinais surgem aqui e ali para lembrar- nos de quem somos descendentes. A rica cultura galega pautada pelos vários povos, de tempos distantes uns dos outros, mas que deixaram suas marcas na terra e nas gentes galegas.

    Responder
  6. Consuelo Recaman disse:
    9 de agosto de 2025 às 18:19

    Excelente abordagem das origens do povo galego, com destaque para a influência celta. Lembro, ainda pequena em España o povo dançando e tocando seus pandeiros. A curiosidade de saber mais sobre esses hábitos, costumes muito singulares, do povo galego, da Galicia onde nasci, me fez mergulhar na história de formação da Galicia de hoje. Seus costumes, suas danças, suas crenças e, principalmente, hábitos da vida corriqueira deste povo.
    Una gallega a descubrir su origen.

    Responder
  7. Consuelo Recaman disse:
    9 de agosto de 2025 às 18:22

    Uma gallega a descubrir su origen. Agradezco este artigo que habla de nuestra origen. De nuestra riqueza cultural.

    Responder

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