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Ana Wanke

Turismo e Aventura

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Terremoto no Nepal: 2 anos

Terremoto no Nepal: 2 anos

25 abril 2017 25 de abril de 2017 Ana WankeExperiência

Há exatos 2 anos, no dia 25 de abril, eu guiava nosso penúltimo dia de trekking nas montanhas do Himalaia, Nepal.  Estávamos em 20 brasileiros e quase o mesmo número de pessoas da equipe técnica, entre guias locais e carregadores. Já era a reta final de uma série de 9 dias de caminhada que tinha como um dos objetivos principais alcançarmos o Acampamento Base do Annapurna.

Naquele dia, quando pensava que nada mais de inesperado poderia acontecer, fomos surpreendidos por um forte tremor. Frações de segundo se passaram até que eu entendesse o que estava acontecendo: um terremoto!

Presenciamos o terremoto com uma vista privilegiada

Era a nossa parada para almoço. Estávamos num pequeno povoado chamado Chhomrong, na encosta de uma montanha, de onde tínhamos a vista de dois vales formados pelos rios Chhomrong e pelo rio Modi. Era quase como uma balcão VIP! Pudemos ver um deslizamento acontecendo na nossa frente e árvores chacoalhando, além de ouvir o barulho indescritível do terremoto vindo do interior da terra.

Onde estávamos o terremoto deve ter sido em torno dos 6,0 pontos, enquanto em Katmandu  a intensidade foi de 7,8 na escala Rishter. Na verdade não tínhamos a menor noção da extensão do terremoto, mas naquele momento o importante era saber que toda equipe estava reunida e em segurança. Era madrugada no Brasil (8h45min a menos que no Nepal), mesmo assim sabia que o próximo passo era avisar nossas famílias que estávamos bem.

Avisei minha família e postei nas redes sociais quase em tempo real que havíamos passado por um “pequeno” terremoto e se eles ouvissem qualquer informação a respeito, podiam ficar tranquilos, pois todos da equipe estávamos bem e em segurança.  Seguimos caminhando, ainda assustados, para nosso destino daquele dia e nossa última noite na trilha.

Aos poucos fomos tendo informações da dimensão da catástrofe

Passadas algumas horas ficamos sabendo através dos Sherpas que Katmandu havia sido fortemente afetada: Muitos templos tinham ruído e havia mortos e feridos. Ainda na trilha soubemos que nossa pousada havia sofrido avarias e tivemos que mudar nossos planos. E as notícias seguintes eram confusas mas tudo apontava que o Nepal estava sofrendo uma grande catástrofe.

Era possível que durante a noite tivéssemos tremores, pois terremotos começam com um forte tremor, que são seguidos de repiques, abalos menores. A orientação foi que todos dormissem com seus documentos junto ao corpo e deixassem as portas desobstruídas, numa verdadeira operação de guerra.

Não havia como seguirmos diretamente para a “civilização” no mesmo dia do terremoto, pois tínhamos somente trilhas e um dia inteiro de caminhada para chegar ao ponto onde nosso transporte estaria (ou não) nos esperando.

Vivemos um dia de cada vez!

Tentei passar segurança aos meus clientes, mostrando que não havia muita informação e teríamos que ter tranquilidade para seguir um dia de cada vez. Nosso último dia de trekking foi tenso. Todos caminharam calados e concentrados. Pisávamos em minhocas e sangue-sugas que emergiam da terra, tudo reflexo do terremoto. Para nossa alegria nosso ônibus estava nos esperando ao final da trilha. Foi uma festa! Todos cantaram e dançaram.

Seguimos de ônibus para Pokara, que estava na mesma distância do epicentro do terremoto quanto Kathmandu. Sabíamos que Kathmandu estava um caos, não se podia entrar na cidade e o aeroporto fechado, mas nada sabíamos do que estava acontecendo em Pokara.

Para nosso alívio a cidade estava intacta.

Fizemos check in no hotel em Pokara, mas alguns minutos depois especialistas anunciaram que poderia haver mais um grande tremor. Fomos orientados, assim como toda a população local, a ficar nas ruas e em lugares abertos. Pude observar muitas velas ao redor das Árvores da Vida, sagrada para os Hindus. Curiosa que sou, perguntei o que significava. Para os hindus, os deuses têm humores e um de seus deuses estava de mau humor e para acalmá-lo a população acendia velas. Acho que funcionou pois os abalos que vieram foram quase imperceptíveis.

O mais bizarro naquele dia foi tentar contato com a embaixada do Brasil para receber orientações e ouvir o recado da secretária eletrônica de que devíamos ligar em dias e horários comerciais. Era dia 26 de abril de 2015, um sábado. Na verdade a embaixada não estava preparada para prestar auxílio e depois de vários telefonemas e muitas tentativas conseguimos contato com o Itamarati no Brasil.

Voltar com segurança não significa voltar rápido

Comemoração de 1 ano de vida!

Ao longo dos dias que seguiram ao terremoto, dei muitas entrevistas para jornais e televisões para tranquilizar as famílias dos 20 brasileiros que me acompanhavam. O Brasil estava em comoção nacional pelo nosso grupo, pois era o maior grupo de brasileiros no Nepal, presos pelo terremoto. Nossas famílias nos pressionavam para tentarmos voltar logo para o Brasil, mas sabia que precisávamos voltar em segurança, o que não significava voltar rápido. Não queria expor meus clientes a passarem fome e sede no saguão do aeroporto de Kathmandu, que estava fechado para receber a ajuda humanitária. Onde estávamos não havia racionamento de água nem comida, muito menos havia mortos, ao contrário de Kathmandu.

Dias se passaram até que o aeroporto abriu e enfim consegui adiantar as passagens de todos. Entramos em Kathmandu no dia do embarque. Nesse dia a energia elétrica foi restabelecida e as pessoas foram autorizadas a voltar para dentro das suas casas. Já não haviam corpos sendo cremados nas ruas, mas pudemos ver um pouco da destruição que o terremoto causou na cidade.

Alguns dos nepaleses que faziam parte da nossa equipe técnica tinham famílias atingidas em Kathmandu. Mesmo assim, passado vários dias do terremoto, nos acompanharam até o nosso embarque. Rendo a esse povo minha homenagem e admiração!

Quanto ao nosso grupo de brasileiros, posso dizer que, assim como do lodo nasce a flor de lótus, os sentimentos causados pelo terremoto fizeram nascer uma linda amizade. Em 2016, quando fez 1 ano do terremoto, nos reunimos para celebrar a vida. E da mesma maneira hoje celebramos hoje 2 anos do nascimento de uma linda amizade!

Aos meus queridos companheiros de trekking e terremoto, obrigada pelo apoio, confiança e amizade: Alba, Anna, Angela, Aline, Augusto, Bene, Dalton, Marcos, Mauro, Maximo, Edna, Zeneide, Adriana, Laisi, Ione, Fátima, Karin, Selma e Tina.

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Ana Wanke
Ana Wanke
Ana Wanke é curitibana, engenheira e trabalhou por 20 anos no setor elétrico com projeto de Usinas Hidrelétricas. Em 2012 resolveu realizar um projeto que já vinha elaborando há muito tempo: dar oportunidade a mais pessoas de conectar-se com a natureza, de maneira mais intensa e em roteiros personalizados. Especializou-se no Caminho de Santiago: percorreu pessoalmente El Camino uma dezena de vezes, tem vários cursos da Universidade de Compostela sobre o caminho e a cultura Galega, e já prestou inúmeras consultorias para clientes que peregrinaram por este trajeto transformador. Trocou a carreira de engenheira pela carreira de guia e fundou a empresa Ana Wanke Turismo e Aventura.
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5 thoughts on “Terremoto no Nepal: 2 anos”

  1. Alba Maria Lugokenski disse:
    25 de abril de 2017 às 16:08

    Está lindo seu relato, Ana! Me emocionei revivendo aqueles dias. Que nossa amizade continue tão forte como é a fé do povo do Nepal.

    Responder
    1. Ana Wanke disse:
      25 de abril de 2017 às 16:27

      Foi muito especial e emocionante reviver esses momentos. Lembro que estávamos juntas na hora do terremoto, chegando na Tea House. Também me emocionei com seu relato e postei hoje na Fanpage. Nos próximos dias teremos outros relatos… 😉

      Responder
  2. Rosemary Rauchbach disse:
    25 de abril de 2017 às 17:00

    Isso sim foi aventura! Que história… ao ler me senti lá, mesmo não tendo a oportunidade de vivenciar o momento, me senti presente!

    Responder
    1. Ana Wanke disse:
      26 de abril de 2017 às 15:02

      Obrigada Rose! Foram momentos onde realmente a união fez a diferença.

      Responder
  3. Jane Carol Kimak disse:
    26 de abril de 2017 às 09:58

    Nossa , que relato impressionante e emocionante Ana . Uma experiência única , um final feliz !

    Responder

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